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Contrato de capacidade

Capability Contract

Artefato
Intermediário
Categoria: Fundamentos e paradigmasSubcategoria: Arquitetura de capacidades

O que significa

É um artefato que especifica de forma objetiva como uma capacidade de IA deve funcionar antes de ser construída ou integrada ao sistema. Ele transforma uma capacidade, como “consultar contrato”, “detectar avaria” ou “redigir comunicação”, em um componente com responsabilidade, limites e critérios de qualidade claros. Um contrato de capacidade deve definir, no mínimo: nome e responsabilidade única, o que a capacidade faz e não faz, entradas e saídas esperadas, responsável pela capacidade, critérios de aceite e comportamento em caso de falha. A falha também faz parte do contrato: o sistema pode tentar novamente, degradar para uma alternativa mais simples, solicitar intervenção humana ou interromper o fluxo. A lógica vem da ideia de contratos de software: um componente não deve ser definido apenas pela tecnologia que utiliza, mas pelo comportamento que promete entregar para os outros componentes que dependem dele. Em sistemas de IA, isso é especialmente importante porque modelos podem apresentar variação, erros e mudanças de desempenho ao longo do tempo.

Como usar na prática de produto

Em Produto, o contrato de capacidade ajuda a transformar uma necessidade em uma unidade pequena, testável e com responsabilidade clara, antes da escolha ou implementação da tecnologia. O PM pode definir o contrato antes do desenvolvimento, alinhando Produto, Design, Engenharia e Dados sobre perguntas como: o que essa capacidade precisa entregar? O que recebe? Qual saída esperamos? O que significa funcionar bem? Quem responde por ela? O que deve acontecer quando ela falhar? Isso também permite que diferentes capacidades sejam desenvolvidas em paralelo e que modelos, ferramentas ou componentes sejam substituídos sem precisar redesenhar toda a experiência, desde que continuem respeitando o contrato estabelecido. Se uma capacidade ainda não consegue ser descrita com uma responsabilidade clara, entrada, saída, dono, aceite e comportamento de falha, pode ser um sinal de que ela ainda precisa ser decomposta.

Quando usar este termo ou outro

Use contrato de capacidade para especificar o comportamento esperado de um bloco funcional do sistema, principalmente quando ele utiliza IA ou participa de um fluxo agêntico. Use contrato de dados para definir características da informação que alimenta o sistema, como estrutura, formato, qualidade, atualização e disponibilidade. Use schema de ferramenta (tool schema) para especificar tecnicamente como uma ferramenta pode ser chamada por um modelo ou agente, incluindo parâmetros esperados e formato da resposta. Use critério de aceite para validar uma condição específica. Ele é uma parte do contrato de capacidade, não seu substituto. Uma forma simples de diferenciar: contrato de capacidade define o que o componente promete fazer; contrato de dados define o que os dados precisam entregar; tool schema define como uma ferramenta pode ser chamada.

Exemplos de aplicação

  • Capacidade: Consultar contrato
  • Entrada: ID do contrato.
  • Saída: cobertura, franquia e limites, ou erro explícito.
  • Responsabilidade: consultar e retornar informações do contrato, sem interpretar elegibilidade.
  • Dono: time responsável por contratos.
  • Critério de aceite: correspondência correta nos casos definidos para avaliação.
  • Em caso de falha: interromper a etapa dependente e encaminhar o erro para o fluxo responsável.
  • Outro exemplo seria “detectar avaria em foto”: recebe uma imagem, retorna as avarias identificadas e um nível de confiança, possui critérios próprios de avaliação e define o que deve acontecer quando a imagem não tem qualidade suficiente para uma análise confiável.

Origem do termo

Adaptação dos contratos de interface (design by contract, Meyer, 1986) e dos contratos de dados para componentes de IA; termo usado em ementas PM3 e em arquiteturas de agentes.

Fonte técnica

Meyer, Design by Contract (1986); Anthropic, Building Effective Agents

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