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Viés de amostragem

Sampling Bias / Representation Bias

Tipo de viés
Básico
Categoria: IA responsável, ética e governançaSubcategoria: Vieses

O que significa

É o viés que surge quando os dados usados para treinar ou avaliar não representam a diversidade das pessoas e situações que o produto vai encontrar: grupos, regiões, dispositivos ou condições sub-representados. O modelo aprende bem o que viu muito e mal o que viu pouco. E, se o conjunto de avaliação vem da mesma amostra, ele não detecta o problema. É o tipo de viés mais fácil de prevenir, porque se revela na composição dos dados antes de qualquer treinamento.

Como usar na prática de produto

Em Produto, vale comparar a composição do conjunto de dados com a da população que vai usar o produto: idade, região, gênero, canal, tipo de cliente. Onde houver lacuna, coletar mais, reponderar ou, no mínimo, declarar a limitação no model card e monitorar o grupo em produção. Por exemplo, um sistema de reconhecimento de voz treinado com sotaques de uma região tem taxa de erro três vezes maior para usuários de outra região.

Quando usar este termo ou outro

Use viés de amostragem quando o problema está em quem está nos dados. Use viés de rotulagem quando o problema está em como os dados foram marcados. Use viés social quando o problema está na realidade histórica que os dados registram. Use viés de interação quando o problema surge do próprio uso do produto. Uma forma simples de diferenciar: amostragem é quem entrou; rotulagem é como foi marcado; social é o que o mundo carrega; interação é o que o uso gera.

Exemplos de aplicação

  • Voz: sotaques de uma região sub-representados no treinamento.
  • Imagens: fotos de treinamento tiradas em condições que não cobrem o uso real.
  • Comparação: composição dos dados contra a composição dos usuários.
  • Model card: declarar as limitações de representação conhecidas.
  • Monitoramento: acompanhar o desempenho dos grupos sub-representados em produção.

Origem do termo

Estatística amostral (anos 1930); aplicado a ML em taxonomias como Suresh & Guttag (2019).

Fonte técnica

Suresh & Guttag, A Framework for Understanding Sources of Harm throughout the ML Life Cycle (2019)

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