Matriz de confusão
Confusion Matrix
Artefato
BásicoCategoria: Evals, testes e métricasSubcategoria: Métricas de classificação
O que significa
É uma tabela que cruza o que o modelo previu com o que era verdade. Para uma classificação com duas classes, tem quatro células: verdadeiro positivo (o modelo disse “sim” e era “sim”), falso positivo (disse “sim”, mas era “não”), verdadeiro negativo (disse “não” e era “não”) e falso negativo (disse “não”, mas era “sim”).
Toda métrica de classificação, como acurácia, precisão e recall, é uma conta feita sobre essas quatro células.
É o instrumento mais básico e mais útil para entender como um modelo erra, e não apenas quanto ele erra.
Como usar na prática de produto
Em Produto, a matriz de confusão é a base da conversa mais importante sobre um classificador: falso positivo e falso negativo custam coisas diferentes. Barrar um cliente legítimo e liberar uma fraude não são o mesmo erro, e a matriz mostra quantos de cada tipo o modelo comete.
Por isso, vale pedir a matriz, e não apenas a acurácia. Ela revela onde o modelo confunde as classes, e é ali que o esforço de melhoria deve ir.
Por exemplo, a matriz mostra que o modelo confunde “dano” com “desgaste natural” em 18% dos casos: é nesse par de classes que o retreino precisa focar.
Quando usar este termo ou outro
Use matriz de confusão para entender os tipos de erro do modelo.
Use precisão, recall e F1 para resumir a matriz em números comparáveis.
Use a curva ROC ou de precisão-recall para escolher o limiar de decisão.
Uma forma simples de diferenciar: a matriz mostra os erros; as métricas resumem; o limiar decide.
Exemplos de aplicação
- Fraude: ver quantos clientes legítimos foram bloqueados e quantas fraudes passaram.
- Atendimento: identificar quais categorias de chamado o modelo mais confunde entre si.
- Imagens: descobrir que “dano” e “desgaste” são confundidos com frequência.
- Priorização: concentrar o retreino no par de classes com mais erros.
- Comunicação: apresentar a matriz a stakeholders para explicar os erros do modelo.
Como calcular
Como montar:
Monte uma tabela 2×2 (ou N×N para várias classes) contando os casos do conjunto de teste em cada célula: linhas para o valor real, colunas para o valor previsto.
Passo a passo:
1. Rode o modelo sobre o conjunto de teste, que tem a resposta correta de cada caso.
2. Para cada caso, registre o par (real, previsto).
3. Conte quantos casos caem em cada combinação.
Exemplo:
Em 1.000 transações, 50 são fraudes reais. O modelo marca 60 como fraude, das quais 40 são fraude de fato. Então: verdadeiros positivos = 40; falsos positivos = 20 (marcadas como fraude, mas legítimas); falsos negativos = 10 (fraudes que passaram); verdadeiros negativos = 930.
Como interpretar:
Os falsos positivos são clientes legítimos incomodados; os falsos negativos são fraudes não detectadas. O peso de cada um depende do negócio, e é isso que orienta o ajuste do modelo e do limiar.
Origem do termo
Estatística e teoria de detecção de sinais (anos 1950); base de todas as métricas de classificação.
Fonte técnica
Google Machine Learning Crash Course, Classification: accuracy, recall, precision
