Dicionário de Inteligência Artificial PM3

Consulte conceitos, tecnologias, arquiteturas, práticas e ferramentas que estão transformando a construção de produtos e soluções com Inteligência Artificial.

259 termos disponíveis · 16 categorias

Conheça o Dicionário e as Decisões

O que é o Dicionário

Um vocabulário curado para entender conceitos, tecnologias e práticas de IA — o que cada termo significa, quando usá-lo e como aplicá-lo em Produto.

O que são as Decisões

Comparativos práticos para escolher entre abordagens de IA, entender quando cada opção faz sentido e evitar as armadilhas mais comuns.

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Termos

12 termos encontrados

Arquitetura de IA

Disciplina
Básico

AI Architecture

É a disciplina de organizar uma solução de IA em camadas e componentes com responsabilidades e contratos claros: a interface com o usuário, a orquestração do fluxo, os modelos, os dados, as integrações com outros sistemas, a segurança e a observabilidade. Difere da arquitetura de software tradicional porque inclui componentes que erram por natureza, custam por uso e mudam de comportamento com o tempo. Por isso, avaliação, fallback e monitoramento fazem parte da arquitetura desde o início, e não são etapas adicionadas depois. Uma boa arquitetura de IA permite trocar um modelo, uma base de conhecimento ou uma ferramenta sem redesenhar a solução inteira.

Arquitetura de aplicações de IACamadas da solução

Cache

Componente
Intermediário

Cache / Semantic Cache

É o armazenamento de resultados já calculados para não precisar recalculá-los. O cache exato devolve a resposta guardada quando a entrada é idêntica a uma anterior. O cache semântico devolve quando a entrada é suficientemente parecida com uma já respondida, medida por embeddings, o que é útil para perguntas repetidas com palavras diferentes. O prompt caching, oferecido pelos fornecedores, é diferente: reaproveita o processamento do prefixo do prompt, e não a resposta. Em assistentes, as perguntas frequentes costumam ser a maior parte do volume, o que torna o cache uma alavanca importante de custo e latência.

Arquitetura de aplicações de IAExecução e desempenho

Camada de modelo e gateway

Camada
Intermediário

Model Layer / Model Gateway

É a camada que abstrai o acesso aos modelos de IA. Um gateway único recebe todas as chamadas da aplicação e as encaminha ao fornecedor certo, aplica limites de custo e de taxa, registra o uso, faz cache e aciona fallback entre modelos quando um falha. A aplicação chama “o modelo de classificação”; o gateway decide se isso vai para o fornecedor A, para o fornecedor B ou para o modelo interno. É o equivalente, para modelos de IA, do que o API gateway é para serviços: um ponto único de controle e de política.

Arquitetura de aplicações de IACamadas da solução

Camada de orquestração

Camada
Intermediário

Orchestration Layer

É a camada que fica entre a aplicação e os modelos e coordena o fluxo: monta o contexto, chama as capacidades na ordem certa, executa ferramentas, aplica guardrails, consolida resultados e decide quando acionar fallback ou escalar para uma pessoa. É onde vivem os workflows e os agentes. Separá-la da camada de modelo permite trocar de modelo sem reescrever o fluxo, e trocar o fluxo sem mexer no modelo. Frameworks de mercado implementam essa camada, mas ela também pode ser construída com código próprio.

Arquitetura de aplicações de IACamadas da solução

Cascata de modelos

Padrão
Intermediário

Model Cascade / Model Routing

É o padrão de usar primeiro um modelo pequeno e barato e escalar para um modelo maior apenas quando necessário: quando a confiança é baixa, quando a tarefa é detectada como complexa ou quando a validação da resposta falha. O roteamento é uma variante em que um classificador decide de antemão qual modelo deve atender cada tipo de pedido, sem passar pelo modelo pequeno primeiro. O objetivo é reduzir o custo médio mantendo a qualidade nos casos difíceis, que são a minoria.

Arquitetura de aplicações de IACamadas da solução

Synchronous / Asynchronous Execution

Na execução síncrona, quem faz o pedido espera a resposta antes de continuar. A latência é visível ao usuário: ele fica esperando. Na execução assíncrona, o pedido é registrado e processado depois; o resultado chega por notificação, webhook ou consulta posterior. O processamento em lote é a forma assíncrona de tratar grandes volumes de uma vez, geralmente com desconto dos fornecedores e sem pressão de latência. A escolha entre os dois modos é uma decisão de experiência tanto quanto de arquitetura.

Arquitetura de aplicações de IAExecução e desempenho

Frontend e backend

Camada
Básico

Frontend / Backend

Frontend é a camada que a pessoa vê e opera: as telas, os formulários, a validação de entrada, a exibição de resultados e de incerteza, e tudo o que o usuário percebe como rapidez ou lentidão. Backend é a camada onde a regra de negócio de fato acontece, onde os dados são gravados e de onde as capacidades de IA são chamadas. É o que garante que a mesma regra vale para o app, para o balcão e para o parceiro. Em produtos com IA, o modelo é chamado pelo backend; o frontend mostra a saída e comunica ao usuário o nível de confiança e as opções disponíveis.

Arquitetura de aplicações de IACamadas da solução

GPU / Inference Infrastructure

GPUs são processadores especializados em cálculos paralelos, usados para treinar e executar modelos neurais. A memória da GPU limita o tamanho do modelo que cabe nela; a quantidade e o tipo de GPUs definem a capacidade de processamento e o custo. Ao consumir modelos por API, o fornecedor cuida de toda essa infraestrutura. Ao operar modelo próprio, a GPU vira a principal linha de custo e de risco operacional, incluindo disponibilidade e tempo de inicialização. TPUs são aceleradores dedicados do Google com o mesmo propósito.

Arquitetura de aplicações de IAExecução e desempenho

Latência

Métrica
Básico

Latency

É o tempo entre o pedido e a resposta. Em sistemas de IA, soma a latência de cada capacidade no caminho crítico (as que rodam em paralelo contam apenas a mais lenta), mais o tempo de rede e de pós-processamento. Não se reporta latência pela média, porque a média esconde os casos ruins. Usam-se percentis: p50 (a mediana), p95 e p99. O usuário que cai no p99 é quem reclama, e ele existe em toda base de usuários. Para modelos de linguagem, a latência se decompõe em tempo até o primeiro token e tempo por token gerado.

Arquitetura de aplicações de IAExecução e desempenho

Modelo de implantação

Modelo de implantação
Básico

Deployment Model (Cloud / On-premises / Hybrid)

É a decisão sobre onde o sistema e os modelos rodam. Na nuvem pública, a infraestrutura é do provedor e o pagamento é por uso. On-premises, tudo roda em data center próprio, com controle total e custo fixo. Nuvem privada ou híbrida combinam as duas abordagens, com parte em cada. Em IA, a decisão envolve onde os dados podem ir, qual latência é aceitável, se há GPUs disponíveis e qual é o custo em escala. Muitas empresas reguladas adotam modelos híbridos: dados sensíveis ficam dentro; o restante usa serviços externos.

Arquitetura de aplicações de IACamadas da solução

Tempo para o primeiro token

Métrica
Intermediário

Time to First Token (TTFT) / Time per Output Token

O tempo para o primeiro token (TTFT) é quanto o modelo demora para começar a responder. Inclui o tempo de rede, de fila e de processamento do prompt inteiro, e por isso cresce com o tamanho do contexto. O tempo por token de saída (TPOT) é o intervalo médio entre cada token gerado, que define a velocidade de “digitação” que o usuário vê no streaming. A latência total de uma resposta é, aproximadamente, o TTFT mais o TPOT multiplicado pelo número de tokens gerados.

Arquitetura de aplicações de IAExecução e desempenho

Throughput

Métrica
Intermediário

Throughput

É a quantidade de trabalho que um sistema processa por unidade de tempo: requisições por segundo, tokens por segundo, documentos por hora. Define a capacidade do sistema sob carga. Fornecedores de modelos impõem limites de taxa (rate limits), como um número máximo de requisições ou tokens por minuto. Throughput provisionado é capacidade reservada com custo fixo, em oposição ao pagamento por uso. Throughput e latência se tensionam: aumentar a capacidade de processamento em lote costuma piorar o tempo de resposta individual.

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