Menor privilégio
Least Privilege
Princípio
BásicoCategoria: Segurança de IASubcategoria: Arquitetura segura
O que significa
É o princípio de que cada componente (usuário, serviço, agente, ferramenta) deve ter apenas as permissões estritamente necessárias para sua função, pelo tempo necessário.
Para agentes, significa credenciais próprias, escopo mínimo por ferramenta e não herdar automaticamente as permissões do usuário que o invocou quando isso não é necessário.
É um dos princípios mais antigos de segurança de sistemas, formulado em 1975, e um dos mais eficazes contra os riscos de IA.
Como usar na prática de produto
Em Produto, o menor privilégio é a defesa mais barata contra injeção de prompt e agência excessiva: se o agente não pode apagar, a injeção não apaga.
Para cada ferramenta, as perguntas são: leitura ou escrita? Qual escopo? Qual valor máximo? As respostas vão para o PRD e são revisadas a cada nova ferramenta.
Por exemplo, um agente de cobrança tem credencial só-leitura no CRM e uma ferramenta de “gerar boleto” com teto de valor; a ação “baixar dívida” simplesmente não existe para ele.
Quando usar este termo ou outro
Use menor privilégio como princípio orientador de toda arquitetura de agentes.
Use RBAC (controle por papéis) como o mecanismo técnico de implementação.
Use approval gate para as situações em que mais privilégio é necessário ocasionalmente.
Uma forma simples de diferenciar: menor privilégio é a regra; RBAC é como se aplica; approval gate é a exceção controlada.
Exemplos de aplicação
- Cobrança: credencial só-leitura no CRM e teto de valor para gerar boletos.
- Consulta: agente de status sem nenhuma ferramenta de escrita.
- Credenciais: identidade própria para o agente, separada da do usuário.
- Revisão: reavaliar permissões a cada ferramenta nova.
- PRD: registrar o escopo de cada ferramenta como requisito.
Origem do termo
Saltzer & Schroeder, The Protection of Information in Computer Systems (1975).
Fonte técnica
Saltzer & Schroeder (1975); OWASP Top 10 for LLM Applications, LLM06
