Deploy canário e feature flag
Canary Deployment / Feature Flag / Blue-Green
Padrão de lançamento
IntermediárioCategoria: MLOps, LLMOps e ciclo de vidaSubcategoria: Versionamento e entrega
O que significa
São padrões de lançamento progressivo. O deploy canário libera a nova versão para uma fatia pequena do tráfego (1% a 5%), monitora e amplia gradualmente. A feature flag é uma chave de configuração que liga ou desliga uma funcionalidade sem novo deploy, permitindo desligamento imediato. O blue-green mantém duas versões completas e alterna o tráfego entre elas, para rollback instantâneo.
O nome “canário” vem dos pássaros usados em minas de carvão para detectar gás antes que afetasse os mineiros.
Juntos, esses padrões reduzem o risco de lançar mudanças em sistemas probabilísticos.
Como usar na prática de produto
Em Produto, toda capacidade de IA nova deveria entrar por canário com flag: fatia estreita de usuários, monitoramento de qualidade e custo, desligamento imediato se piorar, e dono nomeado.
A sequência recomendada é: promover com escopo estreito, observar, ampliar. É assim que se descobre um problema com 5% dos usuários em vez de 100%.
Por exemplo, um novo modelo de classificação recebe 5% do tráfego por 3 dias; se a taxa de escalonamento para humanos não subir, passa para 25% e depois para 100%.
Quando usar este termo ou outro
Use deploy canário para qualquer mudança de modelo ou prompt em produção.
Use feature flag para poder desligar a funcionalidade sem novo deploy.
Use blue-green quando é preciso rollback total e instantâneo de todo o sistema.
Uma forma simples de diferenciar: canário testa aos poucos; flag liga e desliga; blue-green troca tudo de uma vez.
Exemplos de aplicação
- Novo modelo: 5% do tráfego por 3 dias, depois 25%, depois 100%.
- Flag: desligar o assistente e voltar ao fluxo anterior em segundos.
- Monitoramento: acompanhar qualidade e custo na fatia canário antes de ampliar.
- Dono: pessoa responsável por decidir ampliar ou reverter.
- Escopo: lançar uma nova skill para um grupo restrito de usuários primeiro.
Origem do termo
Canário vem dos canários em minas de carvão; padrões de entrega progressiva consolidados por Google, Netflix e Facebook (anos 2010).
Fonte técnica
Google SRE Workbook, Canarying Releases; Microsoft Azure Architecture Center, Deployment patterns
